Eu ando pensando em como um bom palavrão dito no lugar e na hora certa pode acalmar, deixar as coisas mais suaves. Não há nada mais confortante do que mandar seu melhor amigo ir tomar no cu quando ele, porventura, conta um segredo seu. Não há nada mais prazeroso do que mandar o mundo ir se fuder quando todo ele é contra você. É tão instigante a idéia de olhar pra’queles idiotas comentadores da vida alheia e gritar veemente: vai à merda! E é fato que o palavrão não é só dito da forma estúpida ou malevolente. Se faz muito tempo que não vejo um amigo, é praticamente irresistível a expulsão de uma expressão como esta: “Vai se fuder, meu irmão! Que saudade de ti.” Ou simplesmente gritar da forma mais estridente possível, inaudível apenas àqueles que realmente não querem escutar, um “Caralho! Passei na porra do vestibular”! É realmente muito bom. E não venha me dizer o contrário.
Aos polidos, desculpas. Mas a vida não é tão boa sem boas pitadas de expressivos palavrões.