quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

[Palavra]ndo~

Puta que pariu!
Eu ando pensando em como um bom palavrão dito no lugar e na hora certa pode acalmar, deixar as coisas mais suaves. Não há nada mais confortante do que mandar seu melhor amigo ir tomar no cu quando ele, porventura, conta um segredo seu. Não há nada mais prazeroso do que mandar o mundo ir se fuder quando todo ele é contra você. É tão instigante a idéia de olhar pra’queles idiotas comentadores da vida alheia e gritar veemente: vai à merda! E é fato que o palavrão não é só dito da forma estúpida ou malevolente. Se faz muito tempo que não vejo um amigo, é praticamente irresistível a expulsão de uma expressão como esta: “Vai se fuder, meu irmão! Que saudade de ti.” Ou simplesmente gritar da forma mais estridente possível, inaudível apenas àqueles que realmente não querem escutar, um “Caralho! Passei na porra do vestibular”! É realmente muito bom. E não venha me dizer o contrário.
Aos polidos, desculpas. Mas a vida não é tão boa sem boas pitadas de expressivos palavrões.




“Não importa como soa para você. Dessa vez eu não tô nem aí.”

[Mel]osidades~


Não me convide pro jantar. Hoje não tô nem aí para você. É fato que é só em você que eu sei pensar. Mas hoje preciso estagnar minha necessidade que me faz ceder. Vivo tentando te lembrar que o teu pilar é aquele que ao teu lado sempre está - que vive ao teu dispor. É tão fácil me tomar. Num estalar de dedos ou com um grito qualquer, eu volto a ser seu. Mas hoje eu prefiro não jantar. Você me faz perder a fome, meu nome, minha cor...



"Todo mundo, um dia, é meloso, melado."

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

In[certeza]~


E como é bom dormir em paz, sem se preocupar em como vai ser o dia amanhã. Como é bom inspirar e respirar alegria de pulmões que, no momento, são só emoções, boas emoções. Quando o tempo passar, e todas as manchas que escurecem o nosso coração e o nosso humor tiverem sido apagadas, talvez eu grite bem alto o motivo pelo qual tantas vezes me pus a pensar e agir contra mim, contra a minha vontade. Talvez eu saia cantarolando juntos àqueles que me farão bem, tão bem.



"É tão bom sair andando por aí sem sair do lugar."

[É]la~

Ela consegue ser o mais próximo de mim.
Ela discorda, ela concorda.
Ela acorda antes de mim.
Ela jura que me ama.
Eu faço essa jura – também.
Ela é da minha cor.
Ela não tem o meu humor. Tem.
Eu a inspiro.
Ela me inspira.
Eu respiro, ela também.
Num único compasso.
Ela é louca. Eu?
A gente está junto ainda que não esteja.
Eu sou ela. Ela, eu.
Eu sou.
Ela é.
Nós somos.
Um.



“E há aqueles que ficam, ainda que não mais permaneçam.”

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

[Lê!]tras~

Eu apenas gosto de colorir o papel.
O branco do papel me é mais feliz com o negrejar em pedaços que lhe é depositado.
Compartilhar. Um fato. Um conto. Um lapso.
Com um lápis e um papel, talvez seja tudo bem mais fácil.
Contar. Confessar.
Sem a caneta e o papel muitos sorrisos seriam sacrificados.
Sacrificados ou inexistidos.
Gestos.
Lágrimas.
Continuações.
Do contrário tudo poderia ser muito abafado.
Quieto, calado.
Um fato: linhas de tintas num papel, ajudam a delimitar um ponto final.
Ou ao menos parte dele.
Partindo.
Ponto final.



"Morda a caneta do seu amigo. Ela acaba sendo sua."

[Tu]do~

Hoje eu não tenho nada a lhe oferecer.
Nada além de tudo o que já te dei.
Nada além das frases que jamais verão o sol.
Nada além dos gestos que serão, para sempre, impulsos inertes.
Nada.
Além do tempo meu – seu.
Além de agora.
Além da certeza – do nada.
Eu posso te oferecer tanta coisa.
Na verdade, nada.
Sequer verdade.
...



“Tanta coisa se movendo, eu aqui. Parado.”

domingo, 11 de janeiro de 2009

[Gay]zando~

-
Uma definição:
Gayzar - cometer atitudes de gay; dar bichada.
-


Jeff "] diz:
aqui tem tanta coisa gostosa ;B

' W a r i s o n R e m í g i o diz:
XDD

' W a r i s o n R e m í g i o diz:
aí tem oq?

Jeff "] diz:
diga aí alguma coisa gostosa!

´W a r i s o n R e m í g i o diz:
você ^^


"P.S.: Ele gayza assim sempre, mas eu o amo."

[Nada]ndo~

-
Uma definição:
Nadar - ato ou efeito de fazer nada.
-
Na falta, qualquer incerto é perfeição.
O errado é certo.
O torto é reto.
Até o branco é preto.
Criam-se novas direções.
Mudam os ângulos para enxergar.
Sair torna-se chegar.
Procura-se apenas um pedaço que possa preencher a lacuna qualquer.
Só quer um calço qualquer para o nível maior alcançar.
A intenção não é agradar.
A meta é cumprir a meta.
Ver “a arte pela arte”, numa tela qualquer.
.
.
.
"Quantas páginas faltam pra acabar esse livro?"

sábado, 10 de janeiro de 2009

Sent[indo]~


Os dias têm sido mais curtos.
As noites longas demais, mas nem tanto assim.
O calor do sol, muito não tem me atingido.
Todavia continuo a queimar-me silenciosamente e só.
Faço minha vontade ou minha vontade é quem me faz.
Ultimamente tenho estado em muitos lugares.
Permanecido em lugar nenhum.
Tenho sido de muitos e para muitos.
Para nada ou nenhum.
Dá medo de que no final eu não tenha para quem gritar.
De que não tenha onde ficar.
Mas calcular demais, pensar demais antes de agir, torna tudo muito frio.
Até congela os pedaços de emoção.
A vida é fugaz.
Deixar a vida passar em branco é fuga.
Eu prefiro saltitar em passos soltos. Namorar a falta de noção.
Fazer tudo com muito nexo me dá azia.
Fazer tudo com muito sentido, má digestão.
Acabei de comer.
Sentido?
Pra quê?
_Sentido!
_Direita volver!

_Descansar!







"Por que não se pode pular demais? Porque a enfermeira tá mascando chicletes. _(risos)"

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

[Medo]nho~

O medo?
Medo do escuro.
De nada de tudo.
Medo de ficar dum lado; do outro.
Medo de ficar em cima do muro.
O medo pára as pessoas.
Elas não têm medo.
O medo é quem as tem.
Medo de ficar só ou de seguir.
De prosperar, falir.
O medo causa afasia; é estridente.
O medo causa tremor.
Temor.
O medo causa dor.
Rende estórias, histórias e pessoas.
Elas se rendem.
O medo cerra janelas, portas e corações.
O medo serra os pulsos.
Subitamente, lentamente sem esperar.
O medo.
Medo que traz esperanças – acabar.
Medo que frustra – continuar.
Medo da vergonha; dá vergonha.
Medo de verdade; da verdade.
Fazer medo por maldade.
Ter medo de maldade.
Da idade.
Fugir do medo – dá medo.
Buscar o medo – me dá medo?
Isso dá medo.
O medo de ter medo é que o faz; o traz.
O fazemos, o trazemos.
Medo da saída, da chegada.
Medo do fim.
Medo que passe.
Medo que não passe.
Medo que não passa.
Medo que já passou.



"Medo - e só"

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

É [só]~

[...]
Mas no final todo mundo fica só.
Ficar só é bom – às vezes.
Solidão é ruim.
Todo mundo precisa de um tempo. Só.
Junto de tantos e só.
Acompanhado e só.
Sozinhamente acompanhado.
Falar.
Andar.
Fazer.
Só.
Diminutivamente sozinho.
Correr, pular, gritar...
No final do dia. No começo do dia.
Você. Só.
É começo de dia.
E eu? Só.
Agora vou dormir – só.
Por hoje é só.



“Além de você, no final, restará você. É só.”

Pai[xão]~

Eu andei pensando hoje.
Eu vivo pensando.

Quando se está apaixonado, quando se adora, se ama alguém tudo fica muito bonito.
As pessoas tornam-se personagens pitorescos, idealizado e pintados à tinta óleo.

O resultado é perfeição – isso, porque não se encontra outra palavra.
O feio é bonito. Muito bonito.
E o que é feio?
Não há.
Os defeitos são apenas trejeitos. Eles são partes daquela pessoa. Daquele que, agora, é e para sempre será visitador oficial dos seus pensamentos. Será?
Defeito.
Defeito é uma palavra perfeitamente escassa no vocabulário dos apaixonados, daqueles que só enxergam colorido. E preto e branco só a mistura de cor e raça, que junto à pele impregnadas estão.
Não há ninguém mais bonito no mundo do que aquele ou aquela que sempre está. Ainda que não esteja.
A verdade é que cada apaixonado cria o seu mundo. E ninguém além dele é dono de lá.
Os apaixonados têm um paladar açucarado. Tão doce tão doce.
Os apaixonados são um só. Ou os apaixonados é um só?
Se paixão não fosse fugaz, talvez não seria tão desejada.
O que seriam dos apaixonados sem o coração tamborilando dentro de si, ou sem o frio na barriga subindo até o pescoço?
Não seriam apaixonados.
Não seriam.



"Como são belas as pessoas que a gente ama."

Madrugada[mente]~

Gabriel Vasconcelos. diz:
kkk
Jeff"] - Case-se comigo, meu amor (8) diz:
o que foi?
Gabriel Vasconcelos. diz:

E essa frase jeff?
Jeff "] - Case-se comigo, meu amor (8) diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Jeff "] - Case-se comigo, meu amor (8) diz:
estou ouvindo uma música.. e estou apaixonado.
Jeff "] - Case-se comigo, meu amor (8) diz:
=D
Gabriel Vasconcelos. diz:
Por quem?
Jeff "] - Case-se comigo, meu amor (8) diz:
ainda num sei.. mas estou.
Jeff "] - Case-se comigo, meu amor (8) diz:
pelo eu lírico, eu acho.
Jeff "] - Case-se comigo, meu amor (8) diz:
AHiHAuUIHAuhUIAhuhAUIA
Gabriel Vasconcelos. diz:
kkkkk
Gabriel Vasconcelos. diz:
doido
Jeff "] - Case-se comigo, meu amor (8) diz:
sou apenas um sonhador =]



"Eu conto até dez. Eu só conto um."

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

S[eco]~

E quanto tempo é possível calar-se e enganar-se?
Até que ponto vale apostar no silêncio?
Por quanto tempo o medo será o dominador de si?
Quantas palavras engolidas a seco.
Quantas lágrimas derramadas em vão. Escondidas.
Um turbilhão de frases que chega até a boca.
Só até a boca.
Não há como ir até a boca - boca.
Agora não.
Nunca.
Talvez.




"Sem máscaras todo baile é à fantasia. É fantasia."

[Saudade]s~

Um pouco de saudade é bom. Não faz mal a ninguém.
Mas tem aquela saudade que queima, dói.
Tem saudade que serve como ócio.
Tem saudade que é ópio.
Há a saudade programada.
Há até saudade com data marcada. Começo e fim.
Saudade infinda.
Saudade inesperada.
Saudade da saudade.
Saudade dá saudade.
Distância causa saudade.
Saudade encurta distâncias.
Saudade alonga o tempo.
O tempo é por si só, saudade.
Alguns são saudosos demais.
Outros nem sentem saudade.
_ E há quem não sinta?
Saudade é salgada.
Às vezes causa pressão alta.
O fim da saudade é doce.
Doce mesmo são o abraço e o beijo apertados que fazem puros tornarem-se criminosos.
Assassinos de saudade.
Saudade de um dia.
Saudade todo dia.
Saudade.
Idade.
Fim.
Ai, que saudade!



“Eu juro que não há como não ter saudade de você – até sua presença me dá saudade.”


terça-feira, 6 de janeiro de 2009

C[éu]~

[...]
Eles falavam sobre o Céu.
Ele dizia que as cores do Céu determinavam o seu estado – fugaz. Sempre.
Eles falavam embaixo do Céu. Quase sempre.
Quando não, davam-se as mãos, fechavam os olhos e voavam.
Do céu. Além.
Em cima, sem titubear, ele perguntou qual era a cor do seu Céu naquele dia.
O dia ainda não havia acabado.
O Céu para ela já tinha sido azul, da cor do breu e sem cor.
Ela não tinha Céu. Ao menos era esse o seu presságio.
Dissiparam-se nos comentários sobre cores. Vãos.
Felonia ou mero impulso, ela se jogou ao chão.
Desta feita ele não entendeu. Não era de o seu feitio entender.
Ele não tinha razão.
Ela tinha um Céu.
Mas tinha um chão – de todas as cores que o Céu pudera ter.
Ele a içou.
Ela o soltou; se jogou.
E caiu.
O Céu era enevoado, nem cor mais possuía.
Era da cor do chão. Só isso ela via. Só isso o Céu refletia.
Ele abriu mão do Céu. Abriu as mãos no Céu.
Caiu.
Junto dela estava ele.
As cores estavam em cima.
Mas a cor, aquela cor, estava embaixo.

...


"E que meu Céu não tenha todos os dias a mesma cor."

A[par]ência~

Ainda me intrigam as diferentes faces, com diferentes expressões faciais que se colocam frente a frente – ininterruptamente, nos mais diversos momentos que se vive; ou não se vive. Desperta-me curiosidade tentar perceber se dentro dos sorrisos há realmente sorrisos ou simplesmente um eco do som oco, vazio – aquele que nada possui. Os ângulos justificam as opiniões. Mas talvez uma imagem ofuscada impossibilite uma visão justa, correta. E quem, por apenas impressão, consegue ser só e apenas justo? Eu não sei. Quiçá você também não saiba. Caso sim, dá um grito ou bata na minha porta, que eu serei apenas ouvidos. Dessa vez, só e apenas a lhe ouvir.


“Há um enorme espaço entre ser alegria e querer parecer.”

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Madrug[ando] ~

É madrugada.

O sono e eu estamos distantes um do outro.
Assim como alguns que perto deveriam estar.
Eu ando pensando como a falta de reciprocidade, causa falta de dependência e estado involuntário de platonismo profundo.
Até quando alguém está disposto a agir para o outro e somente para o outro, sem nada querer por isso?
Quanto tempo leva para alguém perceber que ser importante para alguém é algo casual, mas terminantemente concreto?
Quantos sorrisos alguém está disposto a sacrificar pelo sorriso do outro?
Doar, doar: nada receber.
Para o outro apenas ser, estar, permanecer.
O outro nada é [para o outro]. Ao menos nada quer ser – não parece.
Talvez nunca o seja. Talvez seja tarde – demais.
Alguém estará cansado no final.
E nem todo fim acompanha um novo começo.

Ainda é madrugada

Fim.



"Quando eu viver apenas memórias, é esse tempo que quero viver."

domingo, 4 de janeiro de 2009

Im[pulso]~

Era um dia, um fim de noite.
Ela apenas olhava para mim.

Eu não conseguia olhar para ela.
Um só.
Um corpo a mercê do outro.
E sonho. O mundo onírico real.
Minutos tão distantes do final.
Fechei os olhos. Final.
Era outro corpo, outro rosto.
Timidamente exposto.
Rapidamente outro corpo.
O mesmo corpo.
Coberto.
Zíper aberto, fechado.
Lapsos. Ações e reações.
Espanto. Satisfação.
Era outro dia, um começo de dia.
Já eram dois.


"Há aqueles fins que são para sempre o novo começo."


Segu[indo]~


Eu estava lá quando o Sol deu o seu primeiro sorriso.


Na minha mente vieram lembranças de um passado tão presente, que eu não conseguia afastar de mim o tatear nostálgico de pensamentos frescos, que como presentes vinham até mim. Eu enxergava em apenas um rosto todos os sorrisos que durante um ano eu pudera dar. Eu enxergava em apenas um corpo todos os toques ao qual minha mão se direcionava. Eu enxergava em apenas uma personalidade todos os espaços vazios e preenchidos que por fugazes momentos eternos eu conseguira perceber. Eu nada via[vi].

Eu estava lá quando o Sol deu seu primeiro bocejar.

Eu só via a certeza da dúvida de que amanhã tudo seria igual, inclusive a tentativa de fazer e ser diferente - inútil.
Eu já havia saído quando o Sol se pôs a cochilar, quando a Lua espreguiçou-se desejando uma boa noite ao Sol.

"O Sol nasce todo dia – como é velho esse Sol. Quão novo ele consegue ser.”